quinta-feira, 28 de abril de 2011

Plantas carnivoras trapaceiras - tudo pela sobrevivência

Plantas fingem doença e até criam insetos de mentira para se proteger e atrair parceiros

A princípio elas parecem pacatas, vulneráveis, expostas. Presas por raízes, as plantas seriam vítimas das larvas que ali pousassem, dependeriam da vontade de insetos para serem polinizadas, estariam sujeitas a toques indesejados... certo? Não para certas espécies. Milênios de evolução dotaram os vegetais de armas ainda não inteiramente conhecidas, tamanha é a sua inventividade. Uma planta pode fingir doença, esconder suas folhas do inimigo, e até iludir moscas que buscam acasalar.
A fertilização é um dos principais motivadores das tramoias. Talvez a mais engenhosa seja a da orquídea Ophrys insectifera. Para aumentar as chances de que seus óvulos sejam fecundados, ela produz uma estrutura sobre suas plantas que, mesmo olhada de perto, é muito facilmente confundida com uma mosca. A estrutura, além disso, é perfumada - a Ophrys solta um aroma que imita o feromônio sexual das fêmeas. O inseto que der uma rasante ali, portanto, verá uma companheira preparada para o acasalamento.
- Quando chega à toda, a mosca já poliniza a flor. Só depois percebe que, na verdade, não havia inseto algum - conta Heleno Dias Ferreira, professor de botânica do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Goiás. - Todos os seres vivos são inteligentes, cada um à sua forma. Nós evoluímos usufruindo do poder de comunicação e da locomoção. As plantas demoraram milênios para adotar outras estratégias. Entre elas, fazer uma pétala parecer com uma fêmea.
Enquanto a orquídea luta por quem a fecunde, a planta de tabaco tenta selecionar melhor qual material reprodutivo recebe. Por suas folhas passam pássaros e insetos como formigas. O problema: nenhum deles é frequentador exclusivo - todos pulam de um indivíduo para outro.
O tabaco não quer saber dos restos da relação sexual na planta vizinha - levados involuntariamente por seus fecundadores. Como a visita não se limpa, ele desenvolveu um sistema de incompatibilidade: se o pólen de parentes próximos pousam ali, o tabaco o rejeita. De que forma? Os cientistas ainda não sabem. Mas a negativa tem sucesso inquestionável: afinal, uma mistura do material sexual de vegetais aparentados resultaria em uma espécie mais fraca.
Nem todas as plantas recorrem a artifícios frios como o tabaco e a orquídea. Outras lançam mão de táticas engenhosas apenas para fugir de pragas. É o caso da orelha-de-elefante Caladium steudneriifolium, vítima constante das larvas de mariposa. Uma vez libertas dos ovos, elas comem tudo o que veem pela frente.
Zelosa de suas folhas verdes e vistosas, a orelha-de-elefante tem uma estratégia para evitar que a mariposa deixe ali os seus ovos. Quando percebe a presença do inseto, a planta embranquece, o que a faz adquirir o aspecto de local recém-arrasado.
A mariposa sobrevoa a planta adoentada e não aprova o cenário. Para ela, quanto mais saudável for o local de sua desova, melhor. Assim, parte rumo a uma nova vítima. Logo após se afastar, a orelha-de-elefante readquire o ar saudável de outrora. Está livre da ameaça - ao menos até o próximo inseto.
- O reino vegetal é bem mais hostil do que pode parecer - sentencia Luiz Carlos Giordano, pesquisador da Curadoria de Coleções Vivas do Jardim Botânico do Rio. - Foi necessário criar artimanhas para garantir a sobrevivência. Vale a lei do mais forte.
Charles Darwin, pai da Teoria da Evolução e íntimo dessas palavras, também daria a bênção ao maracujazeiro. Assim como a orelha-de-elefante, estas plantas, do gênero Passiflora, conseguem evitar visitas indesejáveis. Mas, como não sabem fingir doença, tiram outro truque da cartola.
O maracujazeiro, para não cumprir o papel de ninho de ovos de borboletas, ativa suas estípulas, uma estrutura que imita... ovos de borboletas. O inseto passa por ali e é enganado por aquela imitação. Fica com a impressão de que alguém da sua espécie chegou antes e já se instalou por ali. Como ele não gosta de competição, procura outro local para depositar sua carga.

A Mimosa pudica (conhecida como não-me-toque) não tem um inimigo específico. Borboletas, mariposas, até mesmo os homens - a planta quer se resguardar de todos. Mesmo um toque gentil a faz fechar rapidamente suas folhas pequenas e frágeis. Demora até meia hora para ela detectar que o perigo passou e, depois, abrir-se novamente.
O feijoeiro prefere o trabalho em equipe. Incapaz de defender-se sozinho de aracnídeos parasitas, o Phaseolus lunatus produz uma mistura de produtos químicos que atrai seus aliados - outros aracnídeos. A cavalaria, quando chega, devora a população inteira e protege a planta.
Há quem não tenha guarda-costas, mas não abra mão de se defender em grupo. Caso das plantas Artemisia tridentata, que, ao serem atacadas por insetos, lançam uma substância química para alertar suas vizinhas. Ao receberem o sinal de perigo, elas produzem seus próprios compostos para impedir que, depois, tornem-se elas as vítimas da infestação.
- Diversas espécies de plantas têm venenos na semente, na fruta ou no caule. É, também, um mecanismo de defesa - assinala Dias Ferreira, da UFGO. - Não deixa de ser uma compensação adquirida pela planta para a falta de locomoção.
Bioquímico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária em Rondônia (Embrapa), Cléberson de Freitas Fernandes estuda os mecanismos de defesa de plantas. Segundo ele, as reações são mais efetivas quando o ataque ocorre no interior do organismo, orquestrado, por exemplo, por fungos ou bactérias. Neste caso, o vegetal pode até lançar mão de um mecanismo conhecido como morte celular.
- É uma resposta hipersensitiva. A planta detecta o local onde houve a penetração do agente patogênico e aumentando a concentração de peróxido de hidrogênio para matar suas próprias células vizinhas - explica. - Dessa forma, o invasor não encontra tecido vivo para se alimentar.
Para dificultar o avanço dos micro-organismos, a planta também induz a formação de papilas, estruturas parecidas com blocos que são construídos na região atacada.
As agressões na região exterior - provocados por insetos e seus ovos - encontram resposta menos efetiva. E assim, a planta luta para que a invasão a deixe o mais rapidamente possível. Mesmo que, para isso, tenha de alterar a composição química de suas próprias folhas.
- O vegetal faz de tudo para dificultar a capacidade de digestão de um inseto invasor - anuncia Fernandes. - Este animal terá mais dificuldade em extrair os nutrientes da planta. Ela faz o possível para se tornar uma refeição menos rentável, de baixo retorno metabólico. Assim, quem se alimenta dela vai procurar algo que lhe dê mais energia.
Além da necessidade de compensar a falta de locomoção, outros fatores explicam por que cada planta teve de correr atrás de uma forma de se defender. A busca por uma melhor adaptação ao ambiente provocou uma série de especiações - fenômeno em que espécies de mesmo gênero passam por diferentes processos, culminando no surgimento de novas espécies.
- O isolamento geográfico contribuiu muito para a ocorrência de especiações - assinala Giordano. - A Indonésia, por exemplo, formada por diversas ilhas entre a Ásia e a Oceania, tem uma flora altamente diferenciada. Foi necessário que ela produzisse características específicas para se adaptar àquele meio.
Uma população de plantas, quando consegue se estabelecer, luta para manter o seu domínio. Giordano lembra uma espécie conhecida como maria-sem-vergonha (que, curiosamente, também atende por beijo-de-frade). O cultivo do vegetal, do gênero Impatiens, há tempos saiu do controle humano e tem espécies em, pelo menos, três continentes.
- As sementes se deram tão bem quando introduzidas em certos países que conseguiram se espalhar espontaneamente - conta. - Quando está em companhia de vários outros indivíduos da mesma espécie, ela forma uma sociedade e sua raiz cresce lentamente, conforme espalha-se ainda mais e ganha novos territórios.
Se o terreno cobiçado conta com outras plantas, a maria-sem-vergonha acelera sua dinâmica:
- Aí, o crescimento da raiz ocorre em maior velocidade. E, enquanto ela amadurece, nenhuma outra planta ao redor conseguirá aparecer.
oglobo
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Empresa anuncia método para tirar energia de lixo nuclear

General Eletronics, uma das maiores fabricantes mundiais de reatores, pretende transformar resíduos radioativos em combustível para novas usinas.


O problema do lixo radioativo gerado pela indústria nuclear pode, se não ter uma solução, ser amenizado. A “GE Hitachi Nuclear Energy”, uma das maiores fornecedoras de reatores nucleares do mundo, anunciou que pode transformar resíduos atômicos em combustível para usinas nucleares avançadas.
A tecnologia consiste em separar o lixo nuclear em três grupos básicos de materiais. O primeiro tipo são os produtos de fissão que não servem como combustível para os reatores nucleares, ou seja, que teriam de ser armazenados. Em vez de 1 milhão de anos, como acontece quando não são separados, estes produtos necessitariam de “apenas” algumas centenas de anos de armazenamento.

O segundo tipo é o urânio residual, que poderia ser enriquecido novamente e usado em reatores tradicionais. E o último tipo selecionado são os transuranianos, elementos químicos artificiais mais pesados que o urânio, como o netúnio e o plutônio, que seriam transformados em combustível para novos tipos de reatores.

Nos outros processos já conhecidos de extração de combustível nuclear dos lixos atômicos, como o usado na França, o plutônio puro produzido é relativamente fácil de manusear, já que não é tão quente e tem uma radiação menos perigosa. Isto torna o elemento mais fácil de ser roubado, podendo ser usado na fabricação de armas e bombas nucleares.

Já no processo desenvolvido pela GE, o plutônio não é puro, ou seja, não é separado dos outros transuranianos. Assim, combinado a esses outros elementos, o combustível iria liberar 1.000 vezes mais calor e 10.000 vezes mais raios gama, o que o torna mais seguro contra roubos.

O anúncio da nova tecnologia da GE Hitachi vem em um momento estratégico. O presidente dos EUA nomeou recentemente um grupo para investigar melhores maneiras de lidar com os resíduos nucleares. A comissão, conhecida genericamente pelo nome de “blue-ribbon panel”, é convocada quando é necessário o estudo de alguma questão significante.

Além disso, o governo Obama, que já vinha mostrando apoio ao aumento da oferta de energia nuclear, anunciou nesta terça-feira um empréstimo de US$ 8,3 bilhões para a construção de novos reatores nucleares no país.

O antigo projeto dos EUA de armazenar definitivamente o lixo nuclear no complexo Yucca Mountain, em Nevada, foi por água abaixo, junto com os milhões de dólares investidos, o que pode favorecer a nova tecnologia. A empresa acredita que é possível produzir o novo sistema, composto por uma unidade de reciclagem, com três reatores que podem produzir potência máxima de 1.800 megawatts, instalado e funcionando em dez anos. Agora só resta alguém para investir.

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Produção de lixo cresce mais do que população urbana

E por falar em “lixo”, estudo realizado pela Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe) mostra que a geração brasileira de lixo cresceu 6, 8% em 2010 comparada aos números do ano anterior – índice seis vezes maior do que o crescimento da população das cidades no mesmo período. O País eliminou um total de 60,8 milhões de toneladas de lixo sólido em 2010.
De acordo com o Panorama, cada brasileiro produziu em média 378 quilos de resíduos em 2010, contra os 359 quilos registrados em 2009 – um crescimento de 5,3%. A boa notícia é que a coleta de lixo também cresceu 7,7 % em 2010, foram 54,1 milhões de toneladas recolhidas.

No entanto, a reciclagem não acompanhou o crescimento da produção de lixo, 57,6% dos municípios brasileiros afirmaram contar com algum tipo iniciativa. Em 2009, foram 56, 6%. Cerca de 23 milhões de toneladas de lixo ainda não têm destinação adequada em aterros sanitários, e acabam parar nos lixões.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Nova partícula subatômica é descoberta

Será que é um erro experimental que em breve será esquecido? Na última semana (17-23/04/2011), a comunidade científica está agitada com indícios da descoberta de uma nova partícula subatômica (de quebra uma nova força nuclear que a acompanha) publicado no "Independent".

No início deste mês (abril-2011), um intrigante sinal apareceu em dados coletados de colisões em alta velocidade de partículas subatômicas no acelerador do Fermilab próximo a Chicago, nos EUA, que choca prótons e antiprótons 2 milhões de vezes por segundo. Os cientistas imaginam ter detectado emissões de energia do que parece ser uma nova partícula subatômica, ou até mesmo todo um novo "zoológico" de partículas, que existem por uma fração de segundo antes de se converterem em partículas mais familiares.

Os pesquisadores acreditam que a anomalia em seus dados indica que a até agora desconhecida partícula subatômica tem uma massa 150 vezes maior que o próton, a partícula com carga positiva dos núcleos atômicos. Se for o caso, poderia ser o fim da ideia de que a matéria tem massa por causa da existência de outro tipo de partícula subatômica batizada bóson de Higgs, também apelidada de "partícula de Deus", prevista pela física teórica mas ainda não detectada.

“Se os sinais são o que pensamos, podemos estar à beira de entender porque a matéria tem massa, enquanto a luz não” disse o professor Kenneth Lane, físico teórico da Universidade de Boston. “Podemos estar vendo o sinal de um novo tipo de interação nuclear que chamamos de 'technicolour' . Este cenário basicamente substitui o bóson de Higgs”.
O Modelo Padrão da física, que explica como as partículas interagem com as três forças básicas da natureza - gravidade, eletromagnetismo e as forças nucleares forte e fraca - prevê que, se o bóson de Higgs existe, ele pode explicar porque as coisas têm peso.


O professor Brian Cox, da Universidade de Manchester, acredita que se os resultados resistirem a uma análise mais detalhada, e confirmação por um segundo experimento, "então será a morte do Modelo Padrão". NÃO Por outro lado, embora os físicos do acelerador Tevatron estejam 99,7% certos de que seus dados estão corretos, isso ainda não é o bastante para que a descoberta seja confirmada. Para isso, eles precisam de uma certeza maior que uma em 1 milhão.
jbonline

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Brasil terá um computador para cada dois habitantes em 2012

Quatro entre nove brasileiros já têm um computador em casa ou no trabalho. Até o início do ano que vem (2012) será um computador para cada dois habitantes. O motivo é simples, o computador está cada vez mais barato, menos de R$ 1 mil uma versão não muito sofisticada, e o pagamento é a perder de vista.

É o que revela a 22ª Pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP, o GVcia), que retrata anualmente o mercado de TI. De acordo com o levantamento, existem 85 milhões de computadores em uso no Brasil. No ano passado, foram vendidas 14,6 milhões de unidades, uma a cada 2 segundos. A pesquisa foi realizada em 5 mil empresas.

- O preço do computador caiu, a renda da população aumentou e a percepção de que não se pode ficar sem um micro em casa ou no trabalho é bem maior. Daí a explosão nas vendas. Quem tem apenas um computador em casa sabe disso. Há uma grande briga à noite para ver quem vai entrar na internet - disse Fernando Meirelles, coordenador da pesquisa.

Segundo ele, enquanto o preço da versão mais atualizada de um computador não ultrapassa US$ 8 mil há 20 anos, o preço de uma máquina de entrada cai pela metade a cada 18 meses há 30 anos. Meirelles explicou que o computador só não vai ficar de graça porque o preço acaba sendo reajustado a cada lançamento de software.

Segundo o levantamento, o uso do computador no Brasil está acima da média mundial, mas ainda abaixo de países desenvolvidos. Enquanto no Brasil 44% da população têm acesso a um computador, nos Estados Unidos esse percentual já atinge 106%. Na média mundial, 36% da população têm um computador. O professor da FGV disse que o interesse pelas televisões e por telefones ainda é maior. Para cada computador o brasileiro tem duas tevês e três telefones.

- Temos muito chão pela frente, mas o cenário é bem melhor do que 10 anos atrás. O interesse pelo computador ainda é menor do que nos Estados Unidos, mas a expectativa é de crescimento das vendas. Tudo vai depender da economia continuar crescendo e a renda do brasileiro aumentando - afirmou Meirelles.

De acordo com a pesquisa, as empresas gastam e investem 6,7% da sua receita em tecnologia da informação, um percentual que dobrou nos últimos 14 anos. A cada ano, o setor cresce 8%, isso há 22 anos. Meirelles explicou que esse crescimento reflete a necessidade das empresas de se tornarem cada vez mais informatizadas para não perder clientes e até mesmo ter um bom relacionamento com os seus funcionários. Segundo ele, já não se discute mais se o empregado tem a necessidade de estar conectado à internet.

O custo anual de uso do computador (inclui despesas com troca de aparelho e investimentos em softwares, por exemplo) chega a R$ 20 mil nas empresas. Pelo levantamento, a Microsoft continua dominando a estação de trabalho das empresas com o Windows, Explorer e o Office (91%).

Nos servidores corporativos o Windows tem 67% e o Linux 20% do uso no ambiente operacional. Segundo o levantamento, o Lixus está há três anos estacionado em 20% do uso nos servidores coorporativos. A Oracle tem 36% em bancos de dados. Os sistemas integrados de gestão da Totvs, SAP e Oracle têm juntos 82% do mercado.
A FGV também divulgou uma pesquisa de comércio eletrônico no mercado brasileiro. Foram ouvidas 470 empresas de vários setores econômicos. De acordo com o levantamento, do valor atualmente transacionado no comércio eletrônico, 65,25% são operações negócio-a-negócio e 33,02% negócio-a-consumidor.

As empresas pesquisadas não realizaram crescimentos expressivos nos seus níveis de gastos e investimentos em comércio eletrônico. Na média geral, os gastos e investimentos representaram 1,53% da receita líquida das empresas - 0,48% na indústria, 1,44% no comércio e 2,21% em serviços.









Photo Cube Generator

Incapacidade de detectar mentiras pode indicar estágio inicial de demência

Pesquisas realizadas por cientistas da Universidade de São Francisco, nos EUA, indicam que pode haver ligação entre a deterioração de determinadas partes do cérebro e a incapacidade de detectar mentiras nos discursos de outras pessoas, informa reportagem publicada no site "PhysOrg.com". Os pesquisadores pediram a um grupo de voluntários adultos que analisassem vídeos de outras pessoas conversando - algumas com sinceridade e outras que contavam mentiras - e determinaram quais áreas do cérebro administram a percepção de sarcasmo e mentira.

Alguns voluntários eram saudáveis, mas muitos dos participantes do teste tinham doenças neurodegenerativas que causam a deterioração de certas partes do cérebro. Os cientistas mapearam seus cérebros usando imagens de ressonância magnética, que mostraram a associação dos dois problemas.

“Estes pacientes não podem detectar mentiras” disse a neuropsicóloga Katherine Rankin, membro do Centro de Memória e Envelhecimento da Universidade de São Francisco e a coordenadora do estudo. “A descoberta pode ajudá-los a serem diagnosticados mais cedo”.

A pesquisa foi apresentada na segunda semana de abril no 63º Encontro Anual da Academia Americana de Neurologia, no Havaí. Os dados sugerem que pode ser possível identificar pessoas com doenças neurodegenerativas mais cedo.

“Nós temos que diagnosticar esta doença mais cedo” defende Katherine. Muitos médicos acreditam que identificar estas pessoas num estado inicial do problema pode proporcionar uma melhor oportunidade de intervenção quando as drogas estiverem disponíveis.

A capacidade de detectar mentiras se localiza no lobo frontal do cérebro. Em doenças como a demência frontotemporal, por exemplo, esta é uma das áreas que se degeneram progressivamente em função da acumulação de proteínas danificadas e a morte de neurônios. Como os lobos frontais desempenham um papel significativo no complexo da ordem dos comportamentos humanos, a perda da capacidade de perceber mentiras é apenas uma das muitas formas pelas quais a doença pode se manifestar.

Os primeiros sinais da doença podem ser mudanças comportamentais. Muitas vezes, as pessoas se portam de forma inapropriada socialmente ou muda de opiniões que costumam ser bem enraizadas, como a preferência partidária e ou a religião.

Ironicamente, esses sinais costumam passar despercebidos porque são confundidos com depressão ou uma crise de meia idade extremada. Médicos já vinham observando indícios da perda de percepção por parte dessas pessoas porque muitos pacientes perdem quantidades significativas de dinheiro em golpes aplicados na internet ou por telefone.

Calma, não é porque você já caiu nesse tipo de golpe que você é um demente. Pode acreditar, existem pessoas realmente com problemas, não conseguindo julgar coisas até mais simples: uma mentira bem contada, por exemplo.

domingo, 24 de abril de 2011

Ultrassom elimina miomas e tumores malignos

Um tratamento experimental feito com ultrassom de alta intensidade em mulheres com mioma e pacientes com metástase óssea é mais uma opção para tratar tumores. O Instituto do Câncer de São Paulo é o primeiro hospital na América do Sul a fazer o procedimento.

O novo ultrassom é 20 mil vezes mais potente que o aparelho usado normalmente em exames de rotina. Como o equipamento não emite radiação, o paciente poderá se submeter a um número maior de sessões. A metástase óssea ocorre quando o tumor maligno se espalhou de um órgão ou tecido para os ossos. Já o mioma é um tumor não maligno do útero.

- O ultrassom destrói o tumor pelo calor a uma temperatura média de 80 graus. Uma pessoa com metástase óssea sente muitas dores e o resultado da radioterapia não é imediato e pode falhar. O ultrassom tem ação imediata - explica o radiologista Marcos Menezes, coordenador do setor de radiologia do Instituto do Câncer.

Cada sessão leva de duas a três horas, sendo associada à ressonância magnética, que serve para localizar e direcionar o ultrassom no tumor e avaliar a eficácia do tratamento. A intenção do instituto é ampliar seu uso para outras áreas da oncologia, como câncer de mama e próstata. Protocolos internacionais de pesquisas em centros médicos da Universidade da Vírginia e na Universidade da Califórnia, ambos nos Estados Unidos, além de outros grupos de pesquisa na Europa, testam essas e outras aplicações do tratamento.

Com a descoberta, outra grande expectativa dos médicos está no uso do novo ultrassom para liberar quimioterapia diretamente nas células cancerígenas.
- A ideia é usar nanopartículas com elevadas concentrações de medicamentos, que se tornam tóxicos ao organismo se aplicados por via venosa, e direcioná-las até o tumor. E desta maneira liberar a substância no ponto exato, a partir do calor produzido pelo ultrassom. Esta tecnologia abre grandes fronteiras no tratamento do câncer - revela Menezes.

O mecanismo de direcionar a medicação ajuda a reduzir os efeitos colaterais da quimioterapia, como perda de cabelo e enfraquecimento do sistema imunológico. A redução das dores melhora a qualidade de vida do paciente com câncer.

sábado, 23 de abril de 2011

Colete com GPS ajuda locomoção de deficientes visuais.

Tecnologia e design podem caminhar juntos para facilitar a vida das pessoas. O Point Locus, um dispositivo portátil dedicado a orientação de deficientes visuais é um exemplo. Desenvolvido por designers canadenses, o colete usa a tecnologia do GPS para guiar e auxiliar a locomoção de pessoas que não enxergam.
O protótipo do aparelho, criado por Stephanie Wiriahardja, Emily Chen, David Barter, Karen Truong e Kennett Kwok, conta com reconhecimento de voz, para que o usuário informe seu destino; e um sistema de vibração na parte da frente, costas e braços direito para indicar a direção a ser seguida.
Veja o video:

Musica classica para o cerebro

Por exemplo, o cérebro entende a música não só como desvio emocional, mas também como uma forma de movimento e atividade. As mesmas áreas do cérebro que são ativadas quando balançamos um taco de golfe ou assinamos nosso nome também são ativadas quando ouvimos momentos expressivos da música. As regiões do cérebro associadas a empatia também são ativadas, não precisa nem ser músico. E o que realmente confere emoção pode não ser ritmo ou melodia, mas momentos quando músicos fazem mudanças súbitas nos padrões musicais.
O diretor do laboratório de percepção musical e cognição da McGill University, em Montreal, Daniel J. Levitin, começou a trabalhar nisso em 2002, depois de ouvir ao vivo uma de suas peças preferidas, o Concerto de Piano n° 27, de Mozart.
O pesquisador teve ajuda do presidente do departamento de piano da McGill, Thomas Plaunt, que tocou partes de várias peças de Chopin em um piano com sensores embaixo de cada tecla, que gravavam quanto tempo ele segurava e quão intenso ele apertava cada nota. Os dados foram úteis porque os músicos raramente tocam exatamente do jeito que a música foi escrita na partitura, já que acrescentam interpretação e personalidade.
Estes dados viraram uma planta, a partir da qual um computador calculou a média de volume e duração de cada nota tocada. Os pesquisadores criaram uma versão mecânica com esses dados para que a música fosse tocada toda vez da mesma forma, uma outra versão com 50% entre a média mecânica e a original e versões 25%, 75%, 125% e até 150% manipulando esses dados.
As versões foram ouvidas aleatoriamente para saber quais seriam consideradas mais emocionantes. Músicos e leigos classificaram a performance original do pianista como mais emocionante, ao contrário da versão mecânica, considerada menos tocante.
oglobo

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Oi é a única a crescer no móvel em Março

É verdade, a Oi é a única a crescer em Março em telefonia móvel. A única, das grandes operadoras celulares, em comparação com fevereiro, enquanto Vivo, Claro e TIM perderam terreno, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pela Anatel. Segundo a agência, o número absoluto de novas habilitações nos três primeiros meses de 2011 foi o maior dos últimos 11 anos. O aumento foi de 19,47 por cento. Eu gostaria que a Oi falisse, mas se depender desses novos usuários cegos isso nunca vai acontecer. A Oi é apenas malandra, aqui no Rio vendeu o prédio que pertencia ao patrimônio da concessão da Telerj para a Universidade Estácio de Sá, lá na Av. Presidente Vargas. Mudou o nome Telemar para Oi fixo para não pagar multa diária por colocar o logo da Oi (celular) nos orelhões. Já que são do mesmo dono acharam que não ia ter problema fazer essa PROPAGANDA gratuita.

Gene de alga pode tratar cegueira.

Pessoas que perderam a visão, degeneração muscular ou idade ou retinose pigmentar, incuráveis até o momento, podem se beneficiar de uma terapia que usa gene de alga. Visão de camundongos foi recuperada, nos EUA, injetando na retina dos animais um gene de alga. Até 2013 será testada em humanos.
Alan Horsager do Inst. de Medicina Genética da Univer. do sul da Califórnia explica: - A ideia é desenvolver um tratamento contra cegueira. Introduzimos um gene que codifica uma proteína sensível à luz (a ChR2) e nosso alvo é a expressão desse gene em um subconjunto de células da retina - diz o pesquisador, cujo estudo está publicado na revista "Molecular Therapy".
Em indivíduos com doenças adquiridas de visão, os fotorreceptores - transformam a luz que atinge os olhos em impulsos elétricos - são danificados, impedindo o cérebro de formar as imagens.
No mundo há experiências para o desenvolvimento de implantes eletrônicos e testes com células-tronco para estimular o crescimento de novos tecidos da retina. Porém nos casos de degeneração macular e retinose pigmentar não existe nada de concreto nesse sentido. Horsager espera mudar isso com suas pesquisas.
A pesquisa baseia-se na terapia genética usando um vírus "domesticado" para levar um gene às células-alvo (células bipolares da retina). Esta estrutura do olho contém três camadas celulares que trabalham em conjunto para detectar e transmitir sinais luminosos ao cérebro.
Primeira camada: contém os fotorreceptores, os cones e bastonetes que recebem a luz. Segunda camada: é feita de células bipolares que atuam como um canal entre o fotorreceptor. Terceira camada: é o gânglio, que transmite os sinais luminosos ao cérebro.
Em pessoas com retinose pigmentar e degeneração macular relacionada à idade, os fotorreceptores estão debilitados ou foram perdidos. Então as células ganglionares não recebem os sinais. Com a terapia genética os pesquisadores esperam que as células bipolares funcionem como fotorreceptores produzindo a ChR2. Então a célula modificada bipolar seria capaz de perceber a luz e transmitir o sinal ao gânglio, esse transmitindo ao cérebro.
A equipe de Horsager usou três grupos de camundongos: um com visão normal, e duas linhagens de roedores que ficaram naturalmente cegos com a idade, de forma semelhante aos humanos. Um grupo foi tratado com terapia gênica, enquanto outros dois não foram.
Dez semanas depois do tratamento com injeção sub-retiniana com o gene da alga nos camundongos, a equipe dissecou alguns dos animais e usou uma técnica para ver se a ChR2 se expressava na retina. Eles descobriram que a proteína estava sendo fabricada pelas células bipolares.
O maior êxito foi observado quando camundongos foram colocados no centro de um labirinto de água com seis corredores possíveis. Apenas um dos caminhos levava à borda e para fora. E uma luz no fim do caminho mostrava qual era a saída certa. Os camundongos tratados foram capazes de encontrar a plataforma duas vezes mais rápido do que os roedores não tratados. Dez meses depois, a investigação mostrou que os camundongos tratados ainda apresentavam melhora significativa da visão. Novos estudos ainda serão feitos antes de os autores iniciarem a experiência em humanos (coitados dos camundongos).

Durante esses dias

Pessoal, durante esses dias publicarei somente algumas notícias recentes de ciência e tech.
Abraços

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Primeira postagem

Sejam bem vindos ao blog Ciência e Hi-tech.
Tentaremos postar sempre novidades tanto da ciência de um todo, físicas, químicas e biológicas, como também da parte que mais evoluiu e a cada momento se transforma, a tecnologia. Passando um pouco pela saúde e preservação dos seres vivos e do meio ambiente, de fatos históricos da ciência. Enfim, estaremos postando de tudo um pouco sobre esta que é uma das melhores leituras de todas: Ciência e Tecnologia.
Boa leitura a todos.