quinta-feira, 16 de junho de 2011

Editora americana disponibiliza mais de 4 mil livros de ciência de graça

A National Academies Press (NAP), editora das academias nacionais de ciência dos Estados Unidos, anunciou na primeira semana de Junho, dia 2, que passou a oferecer seu catálogo completo para download de graça pela internet.

São mais de 4 mil, que podem ser baixados inteiros ou por capítulos, em arquivos *.pdf. A NAP publica mais de 200 livros por ano nas mais diversas áreas, destacando publicações importantes em política científica e tecnológica (para nossa sorte).

Os livros podem ser copiados livremente a partir de qualquer computador conectado na internet e mostram o esforço da NAP em democratizar o acesso ao conteúdo produzido pelas academias norte-americanas. As academias, que atuam há mais de 100 anos, são: National Academy of Sciences, National Academy of Engineering, Institute of Medicine e National Research Council.

Os títulos em capa dura continuarão à venda no site da NAP. A opção de ler de graça parte de livros ou títulos inteiros começou a ser oferecida pelo site em 1994. A oferta de todo o catálogo de graça para ser baixado em *.pdf foi feita primeiro para os países em desenvolvimento.

Busque "NAP" , "National academies Press" com aspas mesmo.
jbonline

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Falta mão de obra para fabricar Tablets no Brazil

O Brasil terá que resolver seu problema na escassez de mão de obra qualificada para conseguir implantar uma indústria nacional de tablet até 2014, conforme cronograma estabelecido na última semana de Maio de pelos ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e do Desenvolvimento Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Para o pesquisador João Maria de Oliveira, do (Ipea), "nós não temos mão de obra qualificada para dar suporte à continuidade do processo de instalação" do tablet, o computador portátil em forma de prancheta e com tela sensível ao toque.

"A nacionalização vai demandar grandes esforços para formação de mão de obra", concorda Rogério César de Souza, economista-chefe do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial. Ele considera a disponibilidade da força de trabalho para a indústria de ponta no Brasil "uma questão bem delicada do nosso desenvolvimento, ainda a ser resolvida".

"Acredito que existe, atualmente, um déficit de mão de obra em quase todas as áreas de atuação, o que, com certeza, implica em certa dificuldade de encontrar profissionais interessados e qualificados para o desenvolvimento e produção da indústria de tablet", confirma Fábio Bedran, gerente administrativo da empresa mineira MXT, que anunciou a fabricação do aparelho para o mercado corporativo.

Segundo Bedran, a produção de tablets exige a contratação de engenheiros elétricos, engenheiros de radiofrequência e engenheiros de telecomunicação, para o desenvolvimento dos dispositivos do aparelho, e também de pessoas formadas em ciência da computação e sistema de informação, para o desenvolvimento de aplicativos e programas.

Além do projeto, há o processo de fabricação do equipamento. Nessa fase, é preciso engenheiros de controle e automação e, para a fase de testes, é preciso de mais bacharéis em ciência da computação e de técnicos de eletrônica. A linha de montagem, que usa robôs e não é intensiva em mão de obra, e a linha de finalização do produto exigem trabalhadores com ensino médio.

A estimativa do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia é que o Brasil tem um déficit de 20 mil engenheiros por ano. A ausência dos engenheiros e de outros profissionais para o desenvolvimento de projetos e processos de fabricação do tablet pode forçar a importação de força de trabalho, como admitem a Associação Brasileira da Industria Elétrica e Eletrônica e o próprio Ministério da Ciência e Tecnologia.

Para o secretário de Política de Informática do ministério, Virgílio Almeida, outra possibilidade é "treinar profissionais fora do país e trazê-los de volta para operação das fábricas mais sofisticadas". Segundo ele, "o MCT vai procurar criar programas que apoiem as empresas a fazer isso".

A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) são consideradas centros de excelência para a formação, em nível superior, de mão de obra para a indústria de tablet.

Quanto às necessidades de formação de mais técnicos em eletrônica, a oferta de cursos está sendo verificada pelo Ministério da Educação, para preparar a implantação do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec), ainda a ser votado no Congresso Nacional.

Na opinião do pesquisador João Maria de Oliveira, do Ipea, "o Pronatec ajuda", mas a decisão sobre a formação de mais profissionais deve seguir uma estratégia de l5 anos, que indique até duas áreas de prioridade para a indústria nacional de tablet, nas quais o país possa se tornar mais competitivo a longo prazo.
jbonline

sábado, 4 de junho de 2011

TIM é unica a ganhar terreno em Abril

A TIM foi a única grande operadora a conquistar participação de mercado em abril sobre março (Infinity ajudou muito), enquanto suas rivais Vivo, Claro e Oi perderam terreno, de acordo com dados da Agência Nacional de Telecomunicações (bendita Anatel).

Segundo levantamento da agência, divulgado nesta quarta-feira(25/5), a TIM ampliou sua fatia de 5,11% em março para 25,28% do mercado em abril, mas ainda não alcançou a Claro, que ocupa a posição logo acima.

A Claro, da mexicana América Móvil, fechou o mês passado com participação de 25,38%, quase estável em relação aos 25,39% de março.

A Vivo, controlada pela espanhola Telefónica, segue na liderança, mas viu ligeira queda do seu market share para 29,45%, abaixo dos 29,48% de março.

A Oi -a única entre as quatro no móvel a ganhar market share em março- viu sua fatia recuar de 19,69% em março para 19,56% em abril.

No mês passado, o número de acessos móveis atingiu 212,6 milhões, frente a 210,5 milhões no final de março. O número de novas habilitações foi de cerca 2 milhões no mês, segundo a Anatel.
oglobo




quarta-feira, 1 de junho de 2011

Presença de componentes tóxicos em produtos de bebês

Pesquisa divulgada na semana de 16 à 20/05/2011, cientistas afirmaram ter detectado a presença de retardadores de chamas tóxicos em 80% de produtos destinados a bebês e lactantes analisados. Entre os objetos analisados, estão carrinhos de bebê e colchões de berço. Um dos componentes descobertos foi banido anos atrás em 172 países e 12 estados americanos exatamente pelos riscos de contaminação.

Este estudo, publicado na revista "Environmental Science & Technology", analisou também almofadas para amamentar e andadores, entre outros produtos que contêm espuma de poliuterano. O objetivo dos retardadores de chama são adicionados na fabricação de produtos, para reduzir o risco de a espuma de poliuretano pegar fogo e queimar devagar, se um incêndio acontecer.

Heather M. Stapleton e seus colegas apontam que preocupações com a saúde dos usuários levaram a uma eliminação progressiva do uso de éteres difenílicos pentabromados (pentaBDE), o retardador de chama mais popular antes de 2004.

Para seguir os padrões estabelecidos sobre inflamabilidade, os fabricantes então passaram a usar outros retardadores de chama, sobre os quais, em muitos casos, há poucos dados sobre se são tóxicos.

A situação deixou lacunas no conhecimento sobre exatamente quais retardadores de chama estavam sendo usados nos produtos com espuma de poliuterano, e em qual concentração. O grupo de Stapleton trabalhou para preencher essas lacunas.

Eles detectaram retardadores de chama potencialmente tóxicos em 80% das espumas de poliuterano coletados em 101 produtos de bebês. Entre eles, estavam compostos associados a pentaBDE, sugerindo que a substância proibida ainda continua em uso, assim como dois potenciais cancerígenos, TCEP e TDCPP.

"Estudos futuros são necessários para medir especificamente a exposição de crianças a esses retardadores de chama a partir do contato direto com esses produtos, e para determinar se há alguma razão para nos preocuparmos com isso", afirmam os autores no estudo.
jbonline